"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Correndo na Trilha

     Final de Semana passado, tive a oportunidade de participar de uma corrida na trilha, o Circuito Caixa Ecocross, na distância de 15km. Uma corrida com excelente organização, muito bem sinalizada e com corredores com outro tipo de espírito.

     A idéia de correr na trilha é deixar o corredor mais perto da natureza e variar o terreno. Pedras soltas, buracos, areia, subidas íngremes, terrenos diagonais, rios, vegetação fechada, single tracks, são algumas características deste tipo de prova. A sinalização aqui também precisa ser bastante clara, pois facilmente o corredor pode se perder.

     A concentração para correr em trilhas é absurda, nada pode escapar aos olhos do corredor, pois caso contrário é queda na certa. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi correr sem se preocupar com o pace, na verdade se tivesse corrido sem o relógio seria melhor. É uma prova onde você não deve preocupar-se com pace, tempo nem frequência cardíaca. Simplesmente preocupe-se em escapar dos obstáculos. Na verdade não haverá tempo para preocupar-se com nenhuma variável que já estamos acostumados a mensurar, corra sentindo-se bem, aproveite para ler seu corpo e superar seus limites.

     Uma dica muito importante para este tipo de corrida é: Seja auto-suficiente. Há poucos pontos de distribuição de água e você estará mais preocupado em molhar a cabeça a realmente hidratar-se e alimentar-se. Parece bobagem, mas a dinâmica de correr na trilha é tamanha que não é difícil você esquecer que hidratação e suplementação é de fundamental importância durante a prática da corrida.

     Para nós, triatletas, muitas vezes caímos nos treinos monótonos, longos e nos mesmos locai, uma variada de terreno é suficiente para nos fazer achar a motivação que as vezes fica esquecida no modo automático. Além de que outros grupos musculares são também trabalhados durante a corrida na trilha.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Meia Maratona de Florianópolis - Um pouco mais sobre correr no frio

   

     Depois dos "mimimis" e reclames dos atletas amadores - como de costume. Sim, não existe atleta amador sem "mimimi" - irei falar um pouco mais sobre esta Meia Maratona de Florianópolis que tive oportunidade de conhecer.

     A vida me trouxe o esporte e o estilo de vida que ele proporciona. Hoje faço turismo esportivo, conheço novos lugares, novas pessoas. O esporte é rotina, qualidade e estilo de vida. Viajar apenas para fazer uma meia maratona parece ser exagero, mas não é. É possível curtir uma balada, comer em bons restaurantes e ainda curtir uma praia (infelizmente o sol não apareceu durante todo o final de semana na capital catarinense...).

     O clima em floripa estava agradável - frio para o cearense que vos escreve -, variando entre 17ºC e 19ºC. O sol não apareceu e o clima chuvoso prevaleceu. Na véspera foi dia de ir pegar o KIT e passear pela cidade. A expectativa pelo kit normalmente é boa, pois é o momento onde nos encontraremos com outros corredores, visualizamos as modernidades do mundo da corrida em exposições. Já da pra sentir o clima da corrida, porém os da O2 sempre me decepcionam. Na expo, apenas produtos O2 e nenhum showroom, case, brindes, NADA. Uma meia maratona desta expressão merece melhores patrocínios.

     Falando da prova, achei mal distribuído os pontos de água, não havia um padrão (Ex.: de 4 em 4km), o que dificulta um pouco a estratégia de cada um com a nutrição. Eu corri com meu próprio cinto de hidratação e não tive problemas, mas ouvi algumas reclamações.

     O percurso, ao contrário do que se pensa, possui alguns pontos de subida em momentos cruciais da prova. Um viaduto logo no começo exige o corpo estar aquecido. Este mesmo viaduto nos surpreende no final da prova, com uma "tesourinha" seguido de viaduto já nos últimos kms da prova, bem técnico. Fora isso, o restante é em sua grande maioria na orla, plano.

     O clima mais frio exige que o corredor saia preparado para suportar o clima. Ao contrário do que se pensa, o frio também castiga. Vento gelado no rosto atrapalha a respiração. Em determinados momentos porém o vento cessa e o corpo esquenta, nesses momentos procurava molhar a cabeça e corpo. O vento gelado na cabeça da uma reanimada, mas não pense que o desgaste é diferente.

     O frio pode causar uma falsa impressão de hidratação, ou seja, é tendencioso que o atleta consuma menos água, porém é ilusório. Faça a mesma estratégia de hidratação e nutrição que você está acostumado a fazer nos treinos. Simplesmente confie no seu treino e divirta-se na prova, a grande festa.