"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".
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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ciclismo, com pelotão ou sem pelotão?!

     Recentemente li um artigo no Blog do Max que falava sobre os pelotões do ciclismo, principalmente no que diz respeito a treinos. Obviamente ele foi muito feliz na sua posição e, eu como mero aprendiz, vou compartilhar não só algumas citações dele, mas minha humilde opinião de um "bebê"no triathlon.

     Normalmente não gosto de andar em pelotões. Para mim é um desafio a parte andar "na roda" do pelotão. Quando você treina em uma Highway movimentada, é sempre um problema prestar atenção nos carros, outros ciclistas treinando, outros pelotões treinando, pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, animais no acostamento, carros parado no acostamento, objetos no chão, n coisas que estão na frente para lhe atrapalhar. Lembrando que fora tudo isso mencionado, ainda precisamos manter a cadência, velocidade, intensidade do treino.

     Então, já viu que todas essas variáveis influem no seu pedal, isso é a realidade. Voltando para o pelotão, quem anda anda puxando o treino normalmente anda em um ritmo mais forte, precisa fazer mais força para manter a intensidade do ritmo. Se o treino for forte, ele fará forte ao seu ritmo, mas o forte dele não necessariamente é o forte de quem está do lado dele, sendo assim o mesmo terá que fazer mais força para acompanhar o companheiro que está ao lado, por exemplo. O inverso também acontece para quem está atrás do pelotão, ou seja, quem está atrás fará um treino mais moderado, pois não terá a incidência do vento e corre o risco de se acomodar.

     Ainda falando sobre a intensidade do treino, muitos podem questionar aqui: Mas se estiver sozinho o cara não mantém o ritmo, se acomodando da mesma forma. Isso realmente pode acontecer, é por isso que devemos saber ler o nosso corpo, sentir a intensidade, e, se possível, acompanhar através de aparelhos eletrônicos. O Garmin Edge 500 cumpre bem o seu papel e, antes de sair para treinar, planeje a cadência e média de velocidade que você deseja alcançar.

     Falado do treino, preciso ainda ressaltar outra coisa, que é particularmente o que me deixa mais tenso, o risco de acidentes em massa. Quem está na frente do pelotão tem por obrigação alertar sobre os perigos à frente. Seja ele qual for, é preciso sinalizar para o companheiro de trás. Ao fazer essa sinalização, é preciso tirar as mãos do guidão, podendo sim ocasionar um acidente de equilíbrio também. Para quem está atrás, é preciso estar ligado na sinalização do da frente e, observar a diminuição de velocidade também.

     Todas essas variáveis me faz querer treinar a maior parte do tempo ou sozinho ou com outra pessoa, no máximo 3, jamais com um pelotão grande. O estímulo é válido, a motivação é válida, mas prefiro confiar mais no "Faz o teu que eu faço o meu".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

21km de Superação.

     Correr 21km não é fácil. Para corredores de endurance é menos sofrido, mas mesmo assim, é sofrido. É uma distância onde você precisa trabalhar não só seu corpo, mas a sua mente. Afinal, é uma distância que uma pessoa normal - eu por exemplo - completa acima das 2h. E nessas 2h de corrida, muita coisa passa pela sua cabeça, inclusive a vontade de desistir.

     A primeira dica para percorrer esta distância, seja em treinamento ou em prova de corrida de rua, é fazer progressivo. Saia na boa, com um pace de 6:40, 6:50. Não force no começo, aprenda a ler seu corpo, a distância, o percurso. Isso é importante para obter sucesso em grandes distâncias. Aqui entra a sua própria estratégia de corrida.

     É importante que até a metade do percurso você "se preserve". Vá em um ritmo confortável, os primeiros 10km sempre são naturais e você já está habituado a eles (quem encara mais de 10km, é porque já tem certa experiência nos 10km...). Logo nos primeiros quilômetros você já vai se sentir mais a vontade para diminuir seu pace, calma. Diminua, mas faça-o de forma confortável, não esqueça que a outra metade do percurso é completamente diferente da primeira.

     Feito a primeira perna do percurso, confiança elevada, passadas firmes, vamos para a consagração. Este é o momento em que abaixo um pouco o pace, na casa dos 6:10, 6:20. Forçando nas descidas e mantendo nas subidas. Teoricamente você está treinado. Seu corpo aguenta esta distância. Mas se sua mente não deixar, você vai ter insucesso.

     Nos momentos finais, quando faltam 4, ou 3km para o término da distância, é o momento em que sua mente começa a brincar com você. Suas pernas começam a pesar uma tonelada, o sol começa a ficar ainda mais quente, e é aí que você tem que mostrar quem é que manda. 

     Mantenha a postura, cabeça erguida, passadas firmes. Aumente o pace se necessário. Visualize o restante do percurso. Pense nas descidas, nas distâncias. Isso me deu forças para terminar meu primeiro 21km. Foram 2 horas e 17 minutos bem compensados. O último treino longo para a Meia Maratona de Fortaleza, daqui a duas semanas, dia 14 de Abril.


terça-feira, 5 de março de 2013

Treinos Direcionados - Meia Maratona de Fortaleza


     A pouco mais de um mês para a Meia Maratona de Fortaleza (14 de Abril), começaram sábado os treinos direcionados.

     Esta prova é muito especial para os Fortalezenses que se preparam anualmente para o calendário de provas oficiais. Para os corredores de longos percursos - Agora faço parte deste mundo - é a principal prova de corrida do ano, tendo em vista que não temos uma Maratona oficial, agarramos na "Meia" a nossa principal chance de testar nossos treinos. Aí você me pergunta, e a Corrida de Revezamento do Pão de Açúcar, que são 42km? Apesar de ter a distância total praticada de uma Maratona, é na realidade uma prova de revezamento, sendo considerado um evento festivo, e não uma prova oficial. Lembrando também que a Meia Maratona de Fortaleza também possui distâncias de 5km e 10km e, tem como principal atrativo do percurso o centro da cidade, nos presentiando com belos monumentos históricos.

     Para os Triatletas (como eu, Rá!) todas as provas que envolvem distâncias superiores a 10km são importantes para testar nossos treinamentos, diminuir os tempos, confraternizar (Muitos da Triativo são corredores, não Triatletas), incrementar o currículo de provas, enfim, vários motivos que trazem sensações boas quando falamos em provas de corridas.

     Os treinos começaram no sábado logo as 6h no Beach Park. Acordei um pouco tarde e fui voando pro Porto das Dunas com receio de chegar lá atrasado, mas deu tudo certo. O treino estava simplesmente LOTADO (Muito contagiante ver tanta gente acordado cedo pra ir treinar)! Este é um percurso ideal para iniciar um treinamento focado para ter gás nos 21km da "Meia". Como de costume, haviam 2 pontos de água, um no km 3 e outro no km 6. A Planilha marcava 1h30m de corrida, no mínimo 12km precisariam ser completados neste tempo. O percurso é chato, com várias subidas e decidas, com muito vento e sol forte.

     Ao contrário do que se pensa que "na descida todo santo ajuda", na corrida precisamos controlar nosso ritmo durante as decidas, pois corremos riscos reais de queda e lesões. Tentei fazer uma corrida firme, forte, com o pace pra baixo de 6. E assim fiz na maior parte do percurso. Finalizei 14km em 1h22m, fazendo os outros 8m de desaquecimento, desconsiderando totalmente ritmo e distância.

     Já observei a planilha de Março e praticamente todos os finais de semana teremos treinos longos, pra cima de 12km. Excelentes treinos para chegarmos à Meia Maratona de Fortaleza voando e mais uma vez fazer bonito, não só provando nossas capacidades a nós mesmos, mas elevando o nome da nossa Assessoria que rala todos os dias ao nosso lado.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"Missão dada é missão cumprida" | Running 12km

     Foi com essa frase épica do filme Tropa de Elite que encarei uma corridinha de 12km proposta pela Triativo na manhã de sábado passado.

     Desde que saí do sedentarismo, a cerca de 1 ano e meio, jamais tinha corrido 12km. Normalmente corria 5 a 6, no máximo 8km. 10km apenas em corridas oficiais.

     Saí de casa disposto a correr apenas 8km, não imaginaria ter gás para completar o percurso. Fui correndo como que não quer nada, sozinho, claro, pois a elite vai em um pace muito baixo, o meu pace médio fica sempre na casa de 6:40.O pace é uma relação de tempo por km. Dado o meu pace, isso quer dizer que eu corro 1km em 6 minutos e 40 segundos.

     Antigamente eu media isso em km/h, resolvi adotar o pace e tenho gostado bastante.

     Falando um pouco do percurso, começamos no são luís da Eng. Santana Jr e contornamos todo o cocó até pegarmos a Washington Soares, onde lá continuamos até o Ari de Sá, pela ciclovia. Até ali são 6km, voltamos ao ponto de partida. O percurso é bacana, pois temos muitas situações variadas, subidas, descidas, planos.

     Falando um pouco da corrida, bem, haviam 2 pontos de água, isso me fez renovar os ânimos e lembrar do meu amigo Aeliton Silva, que sempre reclama que não consegue correr muito por se sentir desidratado, tenho que concordar, os pontos de água fazem sim diferença. Em cada ponto parava, bebia um ou dois copos de água, descansava cerca e 40 segundos e continuava.

     A corrida estava fluindo bem, cadenciei a ida para não sofrer na volta. Que nada, a volta realmente foi sofrida. Pensava apenas em terminar, já estava cansado, com sede e o pior, com fome. Fica aqui a dica, sempre que for fazer atividade física moderada e passar mais de 1h, tome suplementação, normalmente eu tomo gel carboidrato, depois da 1h de atividades, mantenho a ingestão do gel de 30 em 30 minutos. Indicação esta feita pelo nutricionista Sérgio Fonteles.

     Abaixo segue o treino.