"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Finalmente chegou: Meia Maratona de Fortaleza.


     A dois dias da Meia Maratona de Fortaleza, a preparação já começou, junto com a tensão. Quando eu falo tensão, entenda como uma coisa boa. Aquele friozinho na barriga antes de enfrentar uma montanha russa (Favor não considerar a Shreikra, neste caso a tensão é outra!). Pra começar, ingerir mais água. Hoje o professor Elton Rocha deu uma dica que jamais havia tido ou lido em lugar nenhum:

     - "Ingestão diária de água: Normal - 2,5L;
                                            Ceará   - 3,5L;
                                            Atletas - 4,5L."

     Ele ainda disse mais: "Se você sente sede na hora da prova, é porque já está desidratado.". Você, leitor inteligente, já entendeu que a partir de hoje aumente a ingestão de água até o dia da prova. Deixe aquele copo na mesa do seu escritório sempre cheio. Secou? Hora de dar uma pausa no trabalho, esticar as pernas, beber água, encher o copo novamente e deixa-lo sempre cheio em cima da sua mesa, com isso você irá sempre lembrar de beber água.

     Ainda foi recomendado a ingestão de 2 águas de coco hoje, e 3 amanhã. Tudo para chegar bem durante a prova. Uma prova de 21km não é todo dia que fazemos. O sol é quente e a distância é longa. O tempo correndo pode ultrapassar facilmente as 2h30m, muito tempo de corrida. Por isso vale a pena seguir as dicas aqui divulgadas. Lembre-se também de focar nos carboidratos, uma macarronada, pizza, sem muitos condimentos, claro. Não exagere no molho branco. Correr faz o seu intestino funcionar BEM. Por isso, coma sempre comidas leves antes das provas mais longas.

     Resumindo, muita água e carboidratos durante estes dois dias que antecedem a Meia Maratona de Fortaleza. Os kits serão entregues hoje e amanhã, no período de 10 as 17h. Muito bom o momento de receber o kit, observar os brindes e estar de posse da numeração já faz parte do sentimento da prova.

      Durma cedo sábado, acorde as 5h no domingo, tome um banho, deixe tudo preparado no dia anterior. Faça uma alimentação leve antes da prova. Duas frutas, um suco natural, duas barras de cereais, pão integral com manteiga, todas são boas opções de alimentação pré-prova. Por se tratar de uma prova longa, não esqueça do gel carboidrato. Leve pelo menos 4. Não espera passar mal para tomar. Use-o de 45 em 45min, antes de um ponto d'água, pois é importante ingerir o gel e logo na sequência beber água. Outra dica adquirida hoje, nos pontos de água, boceje os dois primeiros goles e cuspa, beba apenas depois disso. 

     No mais, controle sua cadência, são 21km, por isso deve ser feito em um ritmo confortável. Se estiver bem depois do km 15, aperte o passo. Controle também sua frequência cardíaca. Vai dar certo! Boa sorte a todos que estarão presentes neste grande evento de domingo, a expectativa é de um público de cerca de 10mil pessoas, e tempo nublado.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Primeira experiência em prova de Triathlon - Parte III, a natação.

  

     Muito ouço falar das largadas no Triathlon. A cada blog, artigo, matéria lida, leio relatos de cotovelada, chute nas costelas, e por aí vai. Sempre me deu muito medo isso, por isso na largada, deixei todos saírem e fui na minha, com calma. A idéia era apenas terminar a prova. Iniciei o relógio e comecei a entrar no mar. A entrada foi bem tranquila. Meus acessórios de natação estavam bem alinhados, uma toca presente do 2x Ironman (e meu Tutor) Humberto Andrade e um óculos novo Kayenne da Aqua Sphere. Sem fazer muita propaganda, esse óculos é sensacional. Ajuste perfeito, gruda no seu rosto com muito conforto.

     Nadei sem pressa, tranquilo, algumas pessoas me acompanharam durante a natação. Houve alguns esbarrões, nada sério. Algumas ondulações tiram um pouco o seu ritmo, mas pegue essa dica: "Nunca pare de nadar".

     A primeira bóia parecia não chegar. Notei que estava seguindo um fluxo errado, logo deixei alguém que me acompanhava passar e virei ligeiramente à esquerda. Perfeito, já estava nadando retinho em direção à primeira bóia. Até a primeira bóia as coisas estavam complicadas, muita ondulação, correnteza contra, nada da bóia chegar (claro, quem chega na bóia é você).  Mas com o decorrer do nado, ela ficava maior a sua frente, incrível esse deslocamento, a gente la a vários metros mar adentro. Parece bobo isso que eu tô falando, mas a maioria da população nunca entra no mar assim, e eu estava la, a uns 300m da praia, onde não "dava pé". Isso já é motivo suficiente pra muita satisfação.

      Contornei a primeira bóia com muita responsabilidade. Observei que alguns atletas passavam bem perto dela para diminuir o tempo, mas observei também que o vento forte não deixava a bóia parada, batendo inclusive contra os próprios atletas. Não quis arriscar, contornei, mirei a outra bóia (Observei monumentos maiores na costa para me guiar) e fui embora.

      Daí em diante eu já tinha conquistado toda a confiança possível para fazer uma boa prova. A respiração tava boa, os braços estavam firmes, parecia que deslocava uns 50m a cada braçada! Não saí da rota, segui certinho para contornar a segunda bóia. Nesse momento observei que algumas pessoas que estavam comigo começavam a ficar pra trás, mais confiança adquirida. A segunda bóia era menor, difícil de ver, mas nesse momento o mar ajudou com poucas ondulações, o contato visual foi perfeito e não tive problemas em chegar bem e contornar a segunda bóia.

     Depois de contornar a segunda bóia, era a hora da saída do mar. Seguir para a praia e continuar a prova. Nesse momento tive duas preocupações:

     1. A segunda largada, da categoria posterior a minha, estava chegando em mim, veio aí a preocupação em ser "atropelado" por esses atletas, logicamente bem mais rápidos que eu;
     2. A saída do mar sempre exige cautela. É onde a arrebentação das ondas é mais forte e você fica sem visualização delas.


     Tentei imprimir um ritmo mais forte para que eu pudesse sair da água antes do 2o pelotão chegar em mim. Olhando sempre para trás para ver se havia alguma onda a se formar. Se houvesse, sempre siga a dica: Volte e espere ela quebrar. Melhor perder tempo do que levar um caldo. Um caldo pode ser fatal não só para a confiança no restante da prova, mas é perigoso, você pode se machucar. Jamais subestime o mar.

     Deu tudo certo, saí do mar e logo a minha direita o amigo de treinos Thor Quinderé, um monstro nesse esporte e alguém que sempre me deixou integrado e confiante para seguir em frente, sempre com palavras certas nas horas certas. Ele era do segundo pelotão.

     Olhei para o relógio e vi o tempo de 20min. Muito alto para esse tipo de prova, mas muito baixo para as minhas próprias expectativas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Primeira experiência em prova de Triathlon - Parte II

    


     É chegado o grande dia. O procedimento é o mesmo pré-treino (com mais antecedência, claro). Acordei 2h antes da hora marcada para a largada. Com bastante tempo de antecedência, resolvi fazer tudo na calma, tomei um banho para despertar, comi 2 barrinhas de cereal e coloquei o BCAA no bolso para ingerir apenas uma hora antes da largada. Peguei toda a bagagem que no dia anterior já havia deixado tudo separado e me dirigi ao Marina Park Hotel.

     Estacionei o carro, montei a bike (Pneu Dianteiro), peguei a mochila e me encaminhei para a tenda da Triativo. Neste momento fiquei um pouco perdido, haviam algumas pessoas na fila para fazer o checkin da bike com mochilas, e na palestra no dia anterior haviam dito que não poderia entrar na área de checkin com mochila. Para não arriscar, separei minhas coisas, pedi para o Humberto Andrade segurar minha mochila e fiquei na fila. Nesse momento eu já começava a ficar nervoso, minhas coisas estavam todas na mão, estava preocupado se havia esquecido de algo, e com o tempo na fila fui encaixando as coisas no seu devido lugar. Sapatilhas e caramanhola na bike, tenis no pé, número de corrida na cintura, capacete clipado, gel no bolso, e apenas a viseira e uma garrafa de agua para lavar os pés restou em minhas mãos.

     É nesse momento que você vê quem já tem certa experiência e quem não tem. Estava perdido, assumo. Se não fosse a ajuda da galera da Triativo que estava ali na fila pra me dar as dicas, eu tinha rodado já no checkin.

     Fiquei tenso. O nervosismo pré-largada começava a bater. Logo na fila fui marcado nos braços com a numeração para a natação: 237. O Árbitro do evento conferiu os freios e o clip da bike, tudo ok. Me dirigi para onde minha bike ia ficar e deixei tudo ali, de forma organizada para que facilitasse minha retirada nas transições. A bike fica de frente pro cavalete, em cima do mesmo, de modo que os freios se encaixem na barra do cavalete para que a bike não caia (Mas quem disse que eu sabia disso?!). Antes de sair analisei as outras bikes para ver se a minha estava nos conformes. Tudo ok, capacete em cima do clip e óculos sob o capacete. Saí da área de transição e voltei à tenda da Triativo.

     Ingeri o BCAA e o Humberto nos chamou para um aquecimento na água. Começava aí a minha diversão. Tenho certeza que o ele já havia feito aquilo milhares de vezes, e foi justamente no aquecimento em que eu pude enfim, relaxar, sentir o clima da prova, dar espaço a alegria quando antes era preocupação.

     Logo na entrada uma onda me jogou no chão. Foi como se nada tivesse acontecido, me levantei e fui adiante com a turma. Havia o iniciante Ricardo Rabelo, que me identifiquei logo, o nervosismo e ansiedade estava visível em ambos. Isso de certa forma me confortou. Fizemos um aquecimento rápido, suficiente para pegarmos algumas dicas do Humberto: "Você não verá as bóias, segue o pelotão"; "A segunda bóia é que você não verá mesmo, mira em alguma coisa e vai atrás dela"; "Na saída olha pra trás, se vier onda, volta".

     E foi seguindo as dicas dos meus amigos Triativos que saí daquele aquecimento pronto para a largada. Fizemos uma corridinha leve na areia e então era só esperar o grande momento. Essa hora é onde vemos nossos familiares perto, amigos, é um momento de descontração e de conversas até alinharmos para largar e esperar pelo "PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM".
    

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Época de Chuva. E agora?!

     A época de chuva não favorece em nada os treinos de ciclismo. Pra começar, acordar as 4:30 da manhã com um clima de chuva já dá aquele desânimo. Não pela preguiça em si, mas por saber que o treino será prejudicado. Pedalar na chuva exige cautela quadriplicada.

     Implica em menor visibilidade tanto nossa como do motorista;
     Freios pouco eficientes;
     Pneus vulneráveis devido a sujeira da pista;
     Faixa branca escorregadia (Nunca freie em uma faixa branca);
     Aquaplanagem;
     Muita água empoçada podendo esconder algum buraco;
     Risco de doenças devido a roupa molhada.

     Se não bastasse esses fatores que implicam diretamente à nossa segurança no asfalto, ainda há a questão do treino em si. Ficamos tão preocupados com a nossa segurança em primeiro lugar que acabamos sem nos doar aos treinos.

     E os problemas não param por aí. Com tanta água, precisamos manter uma constante manutenção na bike, pois a água atrai sujeira para o grupo inteiro da bike. O que eu faço é, lava-la com água corrente e uma esponja as partes da pintura. A corrente, cassete e as demais partes do grupo, lavo passando uma escova. Enxugo com um pano toda ela, inclusive o grupo. Feito isso, passo o Finish Line (Úmido) elo por elo na corrente.Uma manutenção rápida que evitará futuros transtornos e deixará sua bike sempre com cara de nova.

     Apesar disso, melhor treinar do que ficar em casa dormindo. Um rolo para treinar em casa nessas épocas chuvosas tem grande valia. Enquanto isso, quando acordar não seja pessimista, esteja no local na hora do treino, pois a chuva poderá dar uma trégua. Até porque os treinos são feitos alguns quilômetros da capital, pode acontecer perfeitamente de estar chovendo onde você mora e nas tapioqueiras (Local dos treinos, próximo a Messejana) não esteja.

     Se a chuva estiver forte e realmente o ideal for não montar na bike e sair pedalando, esteja sempre alerta com um tênis no carro. Faça uma corrida e não boicote o seu treino :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma semana para I Etapa Sprint - FETRIECE

     A uma semana da minha primeira prova de Sprint, muitas dúvidas foram sanadas neste final de semana. Com os treinos intensificados visando esta prova, muitos que irão participar e os que já participaram antes, atenderam minhas dúvidas prontamente.

     A primeira dúvida era o que levar para a área de transição. Muito se fala em não levar, por exemplo, camara de ar e bomba caso um pneu fure, por se tratar de ser uma prova rápida, não compensaria estar trocando pneu caso fosse necessário. Porém as opiniões divergem, dependendo do seu objetivo. Neste caso, completar acima de tudo é o mais importante, não interessa o tempo, levarei câmara, espátulas e um CO2 para se algo der errado.

     Depois da natação, é comum estarmos cheio de areia, e há um chuveiro na área de transição, mas para evitar atrasos, levarei uma garrafa pet com água limpa apenas para lavar meus pés e calçar a sapatilha da bike com maior conforto. Lembrando que levarei uma pequena toalha para enxugar os pés antes de me calçar.

     A primeira transição é basicamente isto, lavar os pés, enxugar os pés, beber água (leve uma garrafa de água para deixar na transição), colocar o capacete, óculos, calçar a sapatilha e sair pro pedal. Deixe a câmara, CO2 e espátulas já na bike, se possível. Caso não seja, não esqueça de pega-las antes de sair pro pedal.

     Na segunda transição, tire o capacete e a sapatilha, calce o tênis, pegue a viseira, beba água e saia para correr. Teoricamente, seu primeiro gel será consumido durante o pedal, não esqueça de consumir o segundo na corrida. Lembre-se que a suplementação e hidratação são sempre importante. No caso do gel, fica a seu critério, eu tomarei dois. Um na bike, outro na corrida. Sugestões são benvindas.

     Neste momento ter um tênis com cadarço de elástico é bastante prático e barato. No mais, não irei de meias. Como é uma prova curta, não vejo a necessidade de perder tempo calçando as meias.