"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Desmontando a bike para o MalaBike (Case rígida)

     Sempre que passo por algum sufoco, gosto de passar aqui para dizer como foi minha experiência e como eu resolvi o problema. O mundo do triathlon é conhecido por poucas informações simplesmente porque quem as têm, não repassa. Como estou nessa apenas para manter a forma, fazer amigos e viajar, não tenho problema nenhum em expor minhas experiências.

     Amanhã viajarei para Cozumel, México, onde dia 21 (Domingo) estarei participando da prova de Ironman 70.3 da Ilha conhecida com o seguinte slogan: "Isla Cozumelheaven on earth (Ilha de Cozumel, paraíso sob a terra)". Sendo assim, assumi a responsabilidade de desmontar a bike empacotar no mala bike. Quando morava em Fortaleza, delegava este serviço para empresas especializadas, mas como acredito que todo triatleta também deva ser mecânico, peguei a responsabilidade.

     Para não perder as medidas do Bike Fit, é preciso se preocupar com duas coisas:
           1. Um adesivo no canote do selim para marcar a altura;
           2. Tirar toda a frente, sem mexer nos clips e pads.

     Essas duas peças são fáceis de tirar, use as chaves ALLEN apropriadas e desmonte-as. O Canote pode ficar difícil de ser tirado, peque um martelo e dê umas batidinhas no selim de baixo para cima, apoiado com uma toalha para não danificar o mesmo.

     A frente ao ser tirada, não há necessidade de desmontar nenhum cabo, quando você deitar a bike no mala bike, deixe a frente na posição horizontal.

     A versão final e traumática, os pedais. Os pedais em si sempre são problemáticos pois eles são usados com muita frequência e, o próprio giro do pedivela faz com que eles fiquem bem apertados. Pois bem, aqui vai a manha para que não se cometa o mesmo erro que eu (Apertar, em vez de afrouxar):
          1. Olhando para a bike do lado direito, o pedal do lado direito afrouxa para o lado ESQUERDO, use uma  chave de boca 15mm que não tem errada, se estiver muito apertada, bata com o martelo na chave de boca, na direção da rotação correta;
          2. Olhando para a bike pelo lado esquerdo, o pedal esquerdo afrouxa para o lado DIREITO.

     Se você resolver utilizar uma chave ALLEN para tirar os pedais, coisa que eu não recomendo, utilize a mesma forma de pensar como explicado acima, lembre-se que o pedal inteiro gira junto, a rosca é no pedivela, e não no esquema "Porca-parafuso".

     Para finalizar, utilize uma chave ALLEN e retire o câmbio traseiro, desparafusando-o da gancheira pelo lado de fora. Proteja o passador com plástico bolha e fixe no "triângulo" da bike para que não haja risco de deslocamento durante a viagem.

     Não há necessidade de retirar a corrente da bike, simplesmente enrole com plástico bolha e também fixe na própria bike. Proteja a frente para que esta não bata no quadro durante a viagem, podendo danificá-lo. Coloque uma espuma por cima da bike e acomode as rodas, semi-secas (Não há necessidade de secar toda), um ao lado da outra, com um plástico bolha também ao redor do cassete.

     O importante é não deixar nenhum componente solto nem fazendo pressão em outro. Feche o malabike e verifique se a mesma está fechando sem haver necessidade de forçar. Certifique-se disso e sua viagem ocorrerá sem sustos.

   

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro

     Neste ano tive a oportunidade de correr 4 meia-maratonas em 4 lugares diferentes, dentro do Brasil. Cada local tem sua particularidade e motivação. A cada desafio, um novo objetivo, uma nova experiência e a certeza que o "correr" para mim já faz parte do processo automático.

     Para cada corredor envolvido em uma corrida, é impossível julgar qualquer objetivo do mesmo, sem conhece-lo. Há os que estão ali pela primeira vez; os corredores de final de semana; os que estão acompanhando alguém; os que querem baixar o tempo; o que estão mais interessados em curtir o visual; e a demanda não para por aí.

     Particularmente esta Meia Maratona do Rio, que tive a oportunidade de completar, não é para tempo, não é para performance. A começar pelo número de pessoas que largam, não necessariamente, as pessoas que largam estão inscritos. Estima-se que mais de 20mil atletas se concentram na praia de São Conrado para correr a prova. Esta prova em especial tem transmissão da TV Globo, isso quer dizer que muitos ali estão mais interessados em aparecer na TV do que realmente correr. Muitos com fantasias, faixas e cartazes.

     Correr na Niemeyer - uma avenida que passa em frente ao Vidigal e é uma via apenas de duas mãos entre São Conrado e Ipanema - durante 4km com essa multidão não é fácil. Não há como ultrapassar os mais lentos e se você não estiver aquecido, poderá ter sérios problemas logo na subida.

     Chegando em Ipanema, as coisas começam a melhorar. A multidão de um lado e do outro começa a incentivar, fica feliz em poder estar acompanhando o evento. A via é mais larga e a presença do mar ali pertinho te dá uma condição de apreciar melhor a vista (A vista na Niemeyer é ainda mais bonita, porém é preciso estar focado nas pessoas que estão a sua frente para não ocorrer acidentes).

     Passando Ipanema, chegamos à Copacabana, o símbolo do Rio de Janeiro. Depois, pegamos dois túneis rumo ao Aterra do Flamengo, local da chegada. Aqui, em certo momento, me senti como no Challenge (que na TV há uma multidão que te aperta em um funil que só você consegue passar). Apesar do exagero, é aqui onde é a chegada, por isso tantas assessorias, tanta gente na rua te incentivando. Este momento é exatamente o km 16, mas eu disse que era a chegada... Sim, de fato, porém é do outro lado da via, um retorno de 5km ainda estava por vir. Aqui muita gente despreparada começa a sentir o cansaço, não só devido ao desgaste em si, mas a quebra psicológica em passar pela chegada faltando ainda 5km é tenso.

     A vista em toda a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro é sem dúvidas ímpar, porém é uma prova que eu dificilmente correrei novamente, é uma prova para passear, apenas. Se seu objetivo é correr de boa, aproveitar a vista e curtir uma boa playlist, essa prova é ideal.