"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Pré prova - Ironman Brasil 70.3 - Brasília

     O evento ocorreu no domingo, com a expo e recebimento dos kits aberto 2 dias antes, na sexta-feira. Voei para Brasília na sexta, tempo suficiente para pegar o kit e ajeitar a bike, pois no sábado já era dia de checkin, para total segurança, é necessário estar tudo OK ainda na sexta, para ter tempo de manobra no sábado, caso alguma coisa dê errado. Várias coisas podem dar errado, com relação a bike. Um pneu ruim, uma marcha quebrada, qualquer peça avariada. Quem chegou tão longe não pode se dar o luxo de ter algum imprevisto que comprometa sua prova, podendo inclusive nem largar.

     A Bike aliás, é a maior aventura. Quem não tem mala bike, precisa deixar protegida toda as partes frágeis e empacotar no Protect Bag. Aqueles "macarrões" utilizados em aula de hidroginástica e plástico bolha são amplamente usados para proteger toda a relação do grupo, garfo, quadro, pedais. Não precisa desmontar nada, ela vai inteira mesmo. Silver tape nas rodas para não rasgar e, depois de tudo, embalar no protect bag. Depois de feito isso, muita reza para chegar inteira, pois os funcionários não tratam sua bike com o devido carinho merecido. Quem tem mala bike, tira as rodas, selim, guidão, pedais e não se fala mais nisso.

     Chegando lá, deixo minha bike para ser montada por uma equipe especializada, que cobram para isso, mas deixam sua bike pronta para a competição. Em todas essas competições, a maioria das pessoas utilizam rodas especiais, feitas de fibra de carbono, muito leve e resistente. Além disso, possuem um perfil mais alto, que melhora no rendimento do atleta. Possui também pneus diferenciados, que aguentam mais a potência, são os chamados tubulares, pneus sem camaras. Elas são bem caras, praticamente o preço da própria bike. Para alugar para competição, a média é de R$ 450,00.

     Chegar com 2 dias de antecedência é importante. Como a maioria deixa pra última hora, a sexta foi totalmente bem aproveitada para visitar a feira, pegar o kit com todas as sacolas necessárias para a transição e deixar a bike ajustada para o grande dia. 

     Já em casa, começa a tarefa de separar tudo o que vai precisar nas sacolas. Existem 3 sacolas: Branca (Geral), Azul(Ciclismo) e Amarela(Corrida). O funcionamento é simples para quem sabe. Na sacola branca você coloca qualquer coisa que poderá utilizar, sem ser de nenhuma área específica: Fita isolante, bomba de ar, Água, Chinela, etc. A sacola azul será a utilizada logo após a natação, nela eu costumo arrumar assim: Sapatilha, Capacete, Protetor Solar, ferramentas. Na sacola amarela, da corrida, assim: Tênis, Viseira, Camisa, Protetor Solar. Note que o protetor solar aparece nas duas sacolas, temos que ter dois, pois você não terá mais acesso àquela sacola anterior, tenha protetor em spray para agilizar o processo. Não saia sem ele, voc^passará muito tempo exposto ao sol.

     Tive muitas dúvidas na noite anterior com relação a essas sacolas, pois o medo em esquecer alguma coisa era terrível. Tente fazer um checklist, visualizar a prova e o que você irá precisar em cada modalidade. Pode ser comida, remédios, o que seja. Lembrando que você terá acesso a essas sacolas e sua bike no dia da prova, ou seja, deixe as comidas para o dia da prova, pois as sacolas e bike ficam expostas ao frio e calor, vento e sol. Lembre-se também de levar na sacola branca óculos de natação extra.

     Você poderá arrumar sua bike com gel, caramanholas, pneu reserva, etc, já acoplado na bike para facilitar o manuseio.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Primeira experiência em prova de Triathlon - Parte II

    


     É chegado o grande dia. O procedimento é o mesmo pré-treino (com mais antecedência, claro). Acordei 2h antes da hora marcada para a largada. Com bastante tempo de antecedência, resolvi fazer tudo na calma, tomei um banho para despertar, comi 2 barrinhas de cereal e coloquei o BCAA no bolso para ingerir apenas uma hora antes da largada. Peguei toda a bagagem que no dia anterior já havia deixado tudo separado e me dirigi ao Marina Park Hotel.

     Estacionei o carro, montei a bike (Pneu Dianteiro), peguei a mochila e me encaminhei para a tenda da Triativo. Neste momento fiquei um pouco perdido, haviam algumas pessoas na fila para fazer o checkin da bike com mochilas, e na palestra no dia anterior haviam dito que não poderia entrar na área de checkin com mochila. Para não arriscar, separei minhas coisas, pedi para o Humberto Andrade segurar minha mochila e fiquei na fila. Nesse momento eu já começava a ficar nervoso, minhas coisas estavam todas na mão, estava preocupado se havia esquecido de algo, e com o tempo na fila fui encaixando as coisas no seu devido lugar. Sapatilhas e caramanhola na bike, tenis no pé, número de corrida na cintura, capacete clipado, gel no bolso, e apenas a viseira e uma garrafa de agua para lavar os pés restou em minhas mãos.

     É nesse momento que você vê quem já tem certa experiência e quem não tem. Estava perdido, assumo. Se não fosse a ajuda da galera da Triativo que estava ali na fila pra me dar as dicas, eu tinha rodado já no checkin.

     Fiquei tenso. O nervosismo pré-largada começava a bater. Logo na fila fui marcado nos braços com a numeração para a natação: 237. O Árbitro do evento conferiu os freios e o clip da bike, tudo ok. Me dirigi para onde minha bike ia ficar e deixei tudo ali, de forma organizada para que facilitasse minha retirada nas transições. A bike fica de frente pro cavalete, em cima do mesmo, de modo que os freios se encaixem na barra do cavalete para que a bike não caia (Mas quem disse que eu sabia disso?!). Antes de sair analisei as outras bikes para ver se a minha estava nos conformes. Tudo ok, capacete em cima do clip e óculos sob o capacete. Saí da área de transição e voltei à tenda da Triativo.

     Ingeri o BCAA e o Humberto nos chamou para um aquecimento na água. Começava aí a minha diversão. Tenho certeza que o ele já havia feito aquilo milhares de vezes, e foi justamente no aquecimento em que eu pude enfim, relaxar, sentir o clima da prova, dar espaço a alegria quando antes era preocupação.

     Logo na entrada uma onda me jogou no chão. Foi como se nada tivesse acontecido, me levantei e fui adiante com a turma. Havia o iniciante Ricardo Rabelo, que me identifiquei logo, o nervosismo e ansiedade estava visível em ambos. Isso de certa forma me confortou. Fizemos um aquecimento rápido, suficiente para pegarmos algumas dicas do Humberto: "Você não verá as bóias, segue o pelotão"; "A segunda bóia é que você não verá mesmo, mira em alguma coisa e vai atrás dela"; "Na saída olha pra trás, se vier onda, volta".

     E foi seguindo as dicas dos meus amigos Triativos que saí daquele aquecimento pronto para a largada. Fizemos uma corridinha leve na areia e então era só esperar o grande momento. Essa hora é onde vemos nossos familiares perto, amigos, é um momento de descontração e de conversas até alinharmos para largar e esperar pelo "PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM".