"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".

sábado, 2 de março de 2013

Primeira experiência em prova de Triathlon - Parte FINAL

     A minha preocupação sempre foi o mar. Eu sabia que se saísse bem, conseguiria fazer uma boa prova. Saí pra T1 correndo e logo lavei os pés, clipei o capacete, coloquei as sapatilhas, óculos, gel, parei uns 10 segundos para ver se nda faltava, peguei a bike e me mandei. Com o tempo a transição tende a ficar mais redonda, prática e rápida. Apenas com treino é possível fazer ela no automático, sem a necessidade de "parar pra pensar". Essa transição foi feita em pouco mais de 3m.

     Uma das minhas compras prioritárias deverá ser uma sapatilha de Triathlon, com apenas de um velcro. A que possuo hoje em dia é a de ciclismo, custa para travar na bike. O ideal é sair com a sapatilha já encaixada na bike. Saí levando a bike na mão e ao chegar na área de "monte", subi na bike com bastante tranquilidade, encaixei a sapatilha no pedal e o resto, fiz o que eu considero o meu melhor, pedalei. Fiquei em pé na bike nas retomadas de retorno e nas subidas, peguei vácuo de alguns amigos Triativo, me diverti. Fiz os 20km em menos de 37m, uma média de 33km/h. Neste momento recebi muito apoio da galera, você começa a sentir um clima diferente. Esse circuito não é mole. Há duas subidas duríssimas, uma inclinada, porém curta, do jeito que eu gosto, e outra mais longa, onde em alguns momento eu achava que havia furado um pneu de tanta força que tive que fazer!

     Fechado os 20km, desmontei da bike, encaixei no cavalete, tirei o capacete (lembre-se de só tirar o capacete quando a bike estiver em cima do cavalete), tirei a sapatilha, bebi água, coloquei o porta número, calcei o tênis, peguei o outro gel e saí pra corrida com a viseira na mão. Foram 2 minutos de T2.

     A saída pra corrida foi sensacional. Me sentia bem e logo vi minha namorada, Daniela Bastos lá me aguardando pra me desejar sorte. Era tudo o que eu precisava pra me sentir inteiro pra parte mais dura do Triathlon. A corrida exige mais do corpo pois é onde temos maior contato com o solo e onde nossas articulações sofrem mais. Além de ser a última etapa do Triathlon. Encarar uma corrida depois de nadar e pedalar não é trivial.

    




   




Pra você ter idéia da minha felicidade, olha aí do lado o plano de fundo e vê eu saindo sorrindo pra corrida. Daí me vem a cabeça a frase do amigo Wesley Pascoal: "Quem corre sorrindo é porque tá sobrando". E assim foi feita a minha corrida. Um pace de 5. 5km em 25minutos, duas voltas reduzidas no mesmo circuito do ciclismo, encarando aquelas mesmas duas subidas. Estava fechada a minha participação na I Etapa de Triathlon Sprint organizado pela FETRIECE. Um 15o lugar na categoria 30-34 e um 54o na classificação geral.

     Amanhã estarei postando todas as informações do Garmin e os links da classificação.

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