"O mais difícil de um Ironman, não é cruzar a linha de chegada, é chegar na linha de largada".

domingo, 27 de janeiro de 2013

A serra assusta, mas é possível!

     O treino de Sábado, dia 26 de Janeiro de 2013 já estava definido desde de quando recebemos a planilha da Triativo. E pode ter certeza que desde que vi, já temia este treino. Nunca tinha subido uma serra de bicicleta antes, tãopouco ao lado de grandes nomes que fazem parte da Triativo. Alguns nomes que poderiam acompanhar meu ritmo não iriam, o psicológico começou a trabalhar negativamente foi cedo, mas eu encarei, sem saber o que me esperava, eu encarei esse treino.

     O primeiro passo é dormir bem no dia anterior, pois a hora de encontro no dia do treino é as 4:40, você precisa acordar no mínimo as 4h pra fazer toda a preparação. Minha ansiedade não me deixou acordar depois das 3:40. Nos encontramos no posto em frente ao Shopping Via Sul e fomos em comboio de cerca de 8 carros em direção à Maranguape/Ladeira Grande, exatamente no pé da serra rumo a Palmácia.

     Paramos os carros no sítio 101, bem próximo ao pé da serra e fizemos um aquecimento de 20km, 10km rumo a Ladeira Grande e 10km voltando. Esse é o momento em que você está reunido com a galera, o ritmo é basicamente o mesmo, a idéia é aquecer, girar muito e não fazer força. Esquentar o corpo e aumentar os batimentos cardíacos. Checado.

      Quando eu estava perto da subida o Thor Quinderé encosta em mim e manda eu colocar no Biggear. Quem sou eu pra questionar um Ironman né.. kkk. Ele me deu essa dica que é uma forma de enganar o cérebro, fazer força antes da subida, quando começar a subir é colocar na coroinha e ir ajustando na catraca. Tudo ok, comecei minha subida de forma progressiva, aumentando o ritmo a medida que aumentava a minha confiança com a serra. Sem atacar muito pois depois de Palmácia ainda havia Pacoti.

      Comecei bem e logo minha confiança me deixava a vontade durante a subida. Eu me sinto mais a vontade subindo em pé na bike, não sei, mas na minha cabeça eu faço mais força sentado do que em pé. E assim eu fiz durante toda a subida. Em ladeiras mais íngremes subia na bike, em ladeiras mais tranquila vinha de boa sentado. Consegui chegar à Palmácia inteiro e bem.

     Quando chegamos lá, ficamos esperando para se reagrupar. Alguns nomes iriam descer dali, confesso que fiquei muito em dúvida, apesar de estar bem, muitos nomes ficariam, e só quem ia continuar era a elite. Eis que duas frases me fizeram acreditar que tudo daria certo:

     Wesley Matos: "São só mais 10km, 12 no máximo!".
     Thiago Mohana: "Esse treino a gente não faz todo dia".

     Então vamos né. Depois de 15km de subida, eu vinha querendo matar o Wesley pela informação errada. A musculatura começava a falhar e já eram 55km de pedal, os quais pelo menos 30km foram de muita elevação. Completado esses 55km, Pacoti não chegava nunca, foi aí que a elite voltou: "Volta Pompom˜. Amém.

     A partir dali eu acreditei que o pior já tinha passado. Só descida. A descida é boa por vários motivos, a sensasão de velocidade em cima da bike é incrível. As inclinações em cada curva, a atenção na estrada, tudo funciona bem. Mas mantenha sempre os olhos a frente, pois é uma estrada de muitas curvas. Um segundo de desatenção podem fazer um estrago grande.

     Neste momento a musculatura não respondia mais, era só seguir a descida que tava tudo certo. Algumas pedaladas no Biggear para manter a velocidade e o embalo em alguma eventual subida e tava tudo certo. Algumas eventuais subidas me fizeram me distanciar novamente da elite, subia lento pois minha musculatura já estava falha, havia se esgotado mesmo.

     No fim das contas, completei 90km na serra em 3h46m. Um treino forte e muito bom de ser feito. Muitos outros ciclistas, sejam com suas speeds ou MTB subindo a serra. Muito contagiante. Valeu a pena. O caminho para a conquista de um objetivo vale a pena. Curta o caminho, e não apenas o objetivo.

    

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